sábado, 23 de abril de 2011

Aquela estrela brilhante!

Houve um dia em que me apeteceu ir à varanda. Não sei o que me deu, não sei mesmo. Sei que me deu a vontade de ir lá fora, olhar para as estrelas e pensar. Pensar no que realmente queria para mim, pensar nas asneiras todas que tinha feito, pensar em quem tinha magoado, (…) foram tantos os pensamentos que me passaram naquele momento. Mas houve um pensamento que me prendeu mais. Naquela altura eu estava feliz, pelo menos eu pensava que estava. Tinha tudo o que sempre quis ter, tinha alguém ao meu lado. Sabia que aquilo poderia acabar de um momento para o outro, mas isso a mim não me interessava pois achava que isso não iria acontecer, pelo menos tão depressa. Estive lá fora a olhar para as estrelas, elas pareciam tão simples, frágeis, (…). Estive lá perto de uns 20 minutos. Vim para o quarto e adormeci feliz, satisfeita. No dia a seguir, tudo o que eu tinha e tudo o que eu naquela noite tinha imaginado, acabou. Ainda pensei em ir ver as estrelas outra vez, mas não tive coragem e fui-me deitar. Ouve um dia em que eu estava a precisar de alguma coisa bonita que me distraísse ou me fizesse pensar. Fiquei a olhar para a janela, ganhei coragem e fui para a varanda. Estava bastante longe, estava noutro mundo. Quando de repente cai-me uma lágrima. Nessa lágrima apercebi-me que vinham com ela um (grande) conjunto de sentimentos: felicidade, tristeza, saudade, amor, raiva, nojo, ódio, inveja, amizade, desprezo, (…). Olhei para as estrelas e tentei encontrar a mais brilhante, olhei para elas e relembrei-me de um momento passado por nós os dois, quando juntos olhámos para elas. Nesse momento percebi que: ‘Nada é perfeito e nada acontece por acaso.’

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A melodia do Adeus!


Esquecer tudo o que aconteceu entre duas pessoas não é tarefa fácil, não é de um momento para o outro. Aliás, uma história nem sequer se deve esquecer. Deve-se tentar libertar dessa história, guardá-la talvez num espaço só dela. Um dia talvez vamos perdendo alguns momentos vividos, mas não quer dizer que seja sempre assim. Há sempre aqueles momentos que nos marcaram mais e esses não esquecemos nem perdemos de certeza. Um ‘adeus’ é difícil de dizer, custa muito é verdade. Mas há uma altura, um momento, uma hora, um dia, em que temos de o dizer. Talvez para o nosso próprio bem. Dizer ‘adeus’ não é fácil, mas chega a um ponto em que sabe tão bem! Para ser mais fácil dizer ‘adeus’, porque não tentar meter uma música ou até mesmo sermos nós a cantá-la, uma música que nos faça bem, que nos faça lembrar algo bom. Uma música tranquilizante ou até mesmo agitada. ‘A minha melodia do adeus, era simplesmente eu a cantar!’

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma gaveta!

Tenho tido uma vontade enorme de deixar tudo para trás, ir atrás de ti e conquistar-te de novo. Chegar ao pé de ti e dizer-te: ‘Quero-te de volta!’, dizer que te perdoo por tudo o que me fizes-te, que quero que me perdoes a mim também. Quero chegar ao pé de ti e beijar-te, abraçar-te, dizer que te amo! Quero poder sentir que ainda sou algo para ti. Quero sentir que ainda me amas como no inicio. Olhar para ti e ter-te a olhar para mim. Quero reviver o passado. Gostava de poder voltar atrás e mudar tudo. Poder mudar as minhas atitudes, as minhas zangas, (…) gostava de poder voltar atrás e mudar a minha maneira de ser pelo menos por ti. Sei que isso não era o melhor a fazer-se, mas eu por nós fazia-o! Gostava de poder fazer coisas que nunca fiz contigo, viver e passar mais experiências contigo. Sim, eu quero reviver o passado! Nem que seja só para poder ter tudo o que tive contigo. Não quero construir um futuro contigo, quero apenas reviver o passado. Contigo percebi que quando acaba, acaba. Não vale a pena querer construir um futuro ao lado dessa pessoa se nós sabemos que não vai valer a pena, mas podemos sim querer reviver o passado. Agarrar-me às meras recordações que ficaram comigo. Aquelas recordações que eu posso guardar num cantinho, uma gaveta onde tenho tudo o que me deste, uma gaveta que neste momento é só tua! Uma gaveta que guarda um casaco, um coração, uma pulseira, textos e textos que eu fiz sobre nós, (…). Sim, tenho uma gaveta só tua! Lembra-te que um dia fomos felizes e não te esqueças do que vivemos juntos, podes esquecer-me a mim, mas não esqueças a nossa história!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Uma verdadeira história de amor!

Uma verdadeira história de amor… Bem, normalmente nós associamos sempre uma verdadeira história de amor a um ‘Para sempre!’, ou a um ‘Final feliz’. Bem, na verdade até pode ser, de certa forma. Mas nem sempre é assim. Há histórias e histórias e podem ser todas verdadeiras, só é preciso que exista um sentimento verdadeiro, único e sentido. Nem sempre ele existe e por isso é que muitas histórias acabam rápido. Numa relação existem altos e baixos, como tudo. Existem discussões, gritos, berros, por vezes choros, amuos, como também existem sorrisos, palavras doces, queridas, sentidas e verdadeiras, existem beijos, abraços, gestos, carinhos. Uma verdadeira história de amor pode começar como: ‘Era uma vez…’ mas normalmente isso só retrata um conto de fadas e eu quero falar da realidade. Normalmente uma história começa pelo conhecimento entre os dois. Conhecem-se, começam a ver e conhecer os defeitos, qualidades, manias, (…) de cada um. Ganham confiança um no outro e daí surge uma amizade. Uma amizade por vezes verdadeira, entre sorrisos e abraços, apoio e carinho, choro e gargalhadas, (…) surge então uma pequena cumplicidade entre ambos. Querem estar juntos, ambicionam passar bastante tempo juntos, passa um dia e já querem o outro dia porque vão estar com ‘aquela’ pessoa. Querem aproveitar todos os momentos, todos os sorrisos que conseguiram dar juntos naquele dia e talvez, desses pequenos (grandes) momentos nasça um amor! Pode ser um amor pequeno, sinceramente ele nasce e nem se apercebem que existe entre eles algo do que uma simples e pequena amizade. Estão juntos, dão um abraço e daí surge uma vontade de se beijarem. Ficam numa que nem sabem o que fazer. ‘Será que a beijo? Será que ela quer?’ ou ‘Será que ele me vai beijar ou tenho de ser eu?’. Ele acaba por beijá-la, e surge aí um friozinho na barriga, um arrepio talvez. Uma sensação estranha, mas boa. Uma sensação de perda, mas de ‘conquista’ ao mesmo tempo. Na verdade nunca se perde uma amizade num namoro ou num simples sentimento mais que amizade. Simplesmente esta amizade confunde-se com o amor e quando tudo acaba, a amizade por vezes, vai juntamente com o amor. Tenta-se recuperá-la, recuperar a amizade que se tinha antes de nos envolvermos, mas ela já se perdeu no meio de tudo. Nem sempre é fácil voltar a encontrá-la e a melhor solução é sem dúvida voltar a construi-la, aos poucos e poucos. Mas voltando há linda história de amor… Depois do beijo surgem as duvidas, como: ‘Será que vou perder a amizade dele(a)?’. Talvez, talvez isso aconteça, mas se não querem que aconteça tal coisa, não deitem tudo a perder. Depois daquele momento, daquele dia, (…) vão trocar mensagens, dizer um ao outro o que sentem, vão-se tentando aproximar mais e mais. Passam mais dias juntos com bastante cumplicidade, trocam beijos e sorrisos, carinhos e abraços. Até que chega a altura em que ele(a) se sente à vontade de perguntar: ‘Queres namorar comigo?’. A partir daí é tudo muito lindo, é tudo perfeito, passam momentos lindos e tudo mais. Talvez ela comece por acreditar que o ‘Para sempre’ dos contos de fadas exista mesmo. Ficam tão presos um ao outro que de certa forma não conseguem imaginar viver um sem o outro. Não conseguem de certa forma ser independentes. Não fazem uma coisa sem que o outro concorde ou apoie. Querem ter sempre o apoio do namorado(a), e se ele(a) não estiver lá é uma desilusão. Ficamos tão dependentes dele(a) que quando tudo acaba não queremos aceitar. Por muito que a outra pessoa nos magoe, não queremos saber. Lutamos por ela até que essa pessoa diga: ‘Pára! Desiste!’. Lutamos tanto que nem pensamos nas consequências, não queremos saber do nosso sofrimento, do que pode vir acontecer depois. Não queremos aceitar que acabou, que tudo tem inicio e fim, que por muito que tenhamos sido felizes, acabou! Essa pessoa conseguiu amar-nos, consegui fazer-nos felizes. Mas há muitas mais pessoas que nos podem fazer o mesmo ou até melhor. Basta acreditar. Basta seguir em frente depois de tudo. Basta ter a noção disso. Dizer: ‘Fomos felizes, mas podemos continuar a ser!’ é um grande passo para se ser feliz de novo. Seja com quem for! E a isto, eu chamo de uma verdadeira história de amor. Não interessa o que é que aconteceu para ter acabado, mas o que interessa é o que foi vivido enquanto a história durou, o sentimento que houve para os unir.